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Capa do livro Manual de Psicopatologia
Medicina · Psiquiatria · Livro Didático

Manual de
Psicopatologia

Elie Cheniaux

Com sete novos apêndices e ampla revisão da literatura, a obra traz os principais conceitos da psicopatologia descritiva, com conteúdo seguro e diversos exemplos clínicos, para estudantes e profissionais de psiquiatria, psicologia e saúde mental.

Medicina / Psiquiatria
7ª edição · 2020
215 páginas
Guanabara Koogan
Sinopse Prefácio Onde Comprar Outros Livros

Sobre o livro

Sinopse

O Manual de Psicopatologia constitui uma proposta de síntese e revisão dos conceitos da psicopatologia descritiva. Após estudo dos principais autores, foi elaborada uma obra que representasse o somatório de todos os textos, privilegiando, nos casos de divergência, geralmente as proposições mais comuns. Cada função psíquica é estudada em um capítulo diferente, e cada capítulo apresenta sua definição, as alterações quantitativas e qualitativas (com diversos exemplos clínicos), a técnica de exame e sua relação com os principais transtornos e síndromes mentais. Também está incluída uma discussão sobre as descobertas das neurociências e as formulações teóricas da psicanálise relacionadas àquela função psíquica. O livro conta ainda com capítulos sobre os conceitos básicos da psicopatologia, a entrevista psiquiátrica e as principais síndromes psiquiátricas. Além disso, traz 13 apêndices, sendo sete novos, que abordam, além das alterações psicopatológicas e do exame psíquico, alguns temas psiquiátricos – como a antiga histeria, o transtorno bipolar e o transtorno esquizoafetivo –, a interface entre neurociência e psicanálise e a relação do cinema com a psicopatologia e a psiquiatria. Com prefácio assinado pelos professores Miguel Chalub, Antonio Egidio Nardi e Humberto Corrêa, esta sétima edição é, entre todas, a que apresenta a mais ampla revisão do texto.

Temas abordados

Percepção e alucinações Pensamento e linguagem Afetividade Atenção e memória Consciência e orientação Inteligência Vontade e psicomotricidade DSM-5 e CID-11 Fenomenologia de Jaspers

Ficha Técnica

AutorElie Cheniaux
GêneroLivro Didático
EditoraGuanabara Koogan
Edição7ª edição
Ano2020
Páginas~215
IdiomaPortuguês
FormatoImpresso · eBook
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"Nomear o sofrimento com precisão não é desumanizá-lo — é o primeiro passo para compreendê-lo. A psicopatologia descritiva é, antes de tudo, um ato de respeito ao paciente."

Elie Cheniaux — Manual de Psicopatologia

Apresentação

Prefácio

Humberto Corrêa
Humberto Corrêa Professor Titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais
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Junto aos manuscritos da sétima edição, revista e ampliada, do Manual de Psicopatologia do professor Elie Cheniaux, recebi o convite para escrever o seu prefácio. Só nessa pequena frase introdutória acima temos várias informações muito relevantes para nossos leitores. Comecemos, primeiramente, pela que pode parecer a mais simples delas. Trata-se da sétima edição de um livro em um mercado editorial que é, no Brasil, podemos assim considerar, restrito. De fato, o número de livros lidos anualmente por cada brasileiro não nos coloca em nenhum ranking internacional de destaque, muitos autores têm dificuldade em publicar suas obras, e muitos livros, por vezes excelentes livros, não passam da sua primeira edição. A sétima edição de um livro é motivo de comemoração e um “atestado” de sucesso! Em segundo lugar, trata-se de um livro de psicopatologia. Podemos dizer que a origem dessa disciplina se dá com Karl Jaspers no seu “A Psicopatologia Geral”, de 1913, que lançou as suas bases e que têm como elementos fundadores uma clínica minuciosa e um rigor filosófico. A psicopatologia, base do exame psiquiátrico, exige tempo, treinamento, disciplina; exige, principalmente, reflexão. Talvez por isso ela ande um pouco esquecida pelas novas gerações, nesses novos “tempos líquidos”, onde tudo parece descartável. Tempos em que se buscam respostas rápidas, prontas, geralmente superficiais, frequentemente erradas ou inadequadas. Mesmo com todos os avanços na psiquiatria nas últimas décadas, da neurobiologia à genética, das novas formas de psicoterapia às modernas terapêuticas farmacológicas e de neuromodulação, que, lembremos, não existiam ao tempo que Jaspers escreveu o seu “Tratado”, a Psicopatologia ainda é fundamental, mas, exige-se agora algo mais que o nosso autor faz com maestria e leveza, a interlocução com as neurociências e a psicoterapia. Em terceiro lugar, trata-se, como dissemos da Sétima(!) Edição, completamente revista e ampliada. Nosso querido autor, Elie Cheniaux, revisou todo o texto e ainda nos brinda com novos seis apêndices. Por todas essas razões, e muitas outras que nosso curto espaço não permite elencar, o Manual De Psicopatologia, esse “pequeno” mas grande livro do Elie Cheniaux, é indispensável a todos os médicos e psicólogos que se interessam pela sublime “ciência-arte” de compreender o ser humano.

Sobre a prefaciador

Humberto Corrêa Professor Titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais Membro Titular da Academia Mineira de Medicina.

Antonio Egidio Nardi
Professor Titular de Psiquiatria – Universidade Federal do Rio de Janeiro
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É um grande prazer ser convidado para prefaciar o clássico Manual de Psicopatologia, de Elie Cheniaux, em sua 6a. Edição. Um sucesso literário brasileiro. Este completo manual de psicopatologia fenomenológica é leitura obrigatória para todos os profissionais e estudantes de psiquiatria e ciências afins que lidam com diagnóstico psiquiátrico e suas nuances. Sou admirador e entusiasta da psicopatologia descritiva, ciência que tanto cultuo e que é a base de minha vida profissional. Atualmente, a rapidez nos atendimentos médicos e as opções terapêuticas com baixa especificidade fazem com que as novas gerações sejam influenciadas pela psiquiatria de critérios diagnósticos pobres e com que não se aprofundem no estudo da psicopatologia fenomenológica. O resultado são dúvidas eternas e diagnósticos imprecisos. Neste cenário, o Manual de Psicopatologia ilumina a escuridão dos critérios diagnósticos superficiais. A importância deste trabalho reside principalmente na evidência de que o pilar da psicopatologia descritiva é único e insubstituível, mesmo neste século XXI, onde a Medicina está cada vez mais debruçada em inúmeros, exagerados e, muitas vezes, desnecessários exames complementares. O exame do estado mental baseado em um sólido conhecimento psicopatológico é o pilar do diagnóstico e da clínica psiquiátrica. O termo "psicopatologia" foi usado pela primeira vez na psiquiatria em 1878, como sinônimo de “psiquiatria”, por Hermann Emminghaus, o antecessor de Emil Kraepelin no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Tartu, hoje na Estônia. O termo reapareceu em 1904 no título de Psicopatologia da Vida Cotidiana, de Sigmund Freud, antes de ser adotado por Karl Jaspers em sua obra seminal Allgemeine Psychopathologie, publicada em 1913. Baseia-se na descrição dos fenômenos psíquicos conforme sejam observados ou relatados. O papel da psicopatologia fenomenológica é limitar, distinguir e descrever fenômenos patológicos efetivamente experimentados pelos pacientes. Portanto, o importante é descrever o que é vivido diretamente pelo indivíduo, a fim de podermos reconhecer o que há de idêntico dentro da multiplicidade de variações do comportamento humano patológico. Apesar de extensa literatura abordando os sintomas psicopatológicos pelo método fenomenológico, Jaspers utiliza a empatia para elucidar os sintomas observados; logo, os pacientes são os melhores professores. A principal ferramenta da psicopatologia fenomenológica é a descrição do próprio paciente, a qual pode ser observada, estimulada ou testada através da entrevista e do exame psicopatológico. Outro ponto fundamental para o exame psicopatológico é que este nunca será perfeito se o examinador não possuir clara visão do meio cultural em que vive o paciente, em especial sua família e ambiente social. Para Jaspers, "a psiquiatria é uma prática clínica", enquanto que "a psicopatologia é uma ciência" que tem como propósito explícito gerar novos conhecimentos e "reconhecer, descrever e analisar os princípios gerais em vez de indivíduos". É a tarefa do "psicopatologista", do "cientista", desembaraçar, se necessário até mesmo pela redução ou restrição desse material complexo, dividi-lo em distintos conceitos claramente definidos, ou seja, sinais e sintomas, que podem ser comunicados e utilizados na formulação de "leis e princípios", relevantes para "realidades psíquicas patológicas" e na demonstração de relações entre "doença mental" e "sintomas psicopatológicos". Todos estes princípios de Jaspers são valorizados por Elie Cheniaux, complementados pelos apêndices práticos e interessantes, por exemplo, onde discute o delírio de Bentinho em Dom Casmurro de Machado de Assis. O Manual de Psicopatologia é de leitura agradável, onde temos a satisfação de encontrar em uma só obra o que há de melhor e clássico na descrição dos sintomas em psicopatologia. Associado a uma atualização brilhante, nos faz rever conceitos e nos instiga cada vez mais aos exames de nossos pacientes. O livro prima pela clareza e didática, tornando-se uma recomendação para todos que querem conhecer ou capacitar-se nos princípios básicos de psicopatologia descritiva. Tenho certeza de que todos os leitores terão o prazer do aprendizado e da revisão de conceitos. Publicar a 6a. Edição é a comprovação de seu sucesso e de sua qualidade. Parabéns, Elie Cheniaux, e obrigado por manter acessa a chama da psicopatologia fenomenológica.

Sobre a prefaciador

Antonio Egidio Nardi é Professor Titular de Psiquiatria – Universidade Federal do Rio de Janeiro e Membro Titular da Academia Nacional de Medicina

Resenha

Miguel Chalub
Professor-associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM/UFRJ). Professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM/UERJ).
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Um livro sobre Psicopatologia escrito por autor brasileiro chega à terceira edição! Este “fenômeno editorial” na área da Psiquiatria merece reflexão. Realmente, a obra de Elie Cheniaux é muito original, por diversas razões. Em primeiro lugar é excelente compêndio de Psicopatologia Fenomenológica. Este ramo da Psicopatologia andava meio posto de lado e, o que é pior, desconsiderado pelas novas gerações de psiquiatras, psicólogos e demais profissionais de saúde mental. Passou-se a idéia que se tratava de conhecimento ultrapassado, que não teria mais utilidade nas novas correntes da Psiquiatria. Ledo e falaz engano! Não se pode conhecer a ciência psiquiátrica e praticá-la de medo científico se não se tiver bom conhecimento de Psicopatologia. Não importa se linha adotada é a biológica, a social ou a psicanalítica: o desconhecimento de Psicopatologia leva à teoria sem funda- mentação técnico-científica precisa e prática completamente divorciada da realidade mé- dico-psicológica. Mas o livro em questão não trata apenas deste aspecto da Psicopatologia. De maneira inteiramente original – o que o torna imprescindível para psiquiatras, psicólo- gos de orientação neurobiológica e psicanalistas –, a obra aborda a correlação entre Neu- rociências e Psicopatologia, bem como aproxima a fenomenologia do psiquismo anormal da Psicanálise. Não conhecemos trabalho nacional que o faça de maneira tão percuciente. Assim, estudantes de medicina, residentes e pós-graduandos em Psiquiatra, médicos, psi- cólogos e profissionais de saúde mental em geral não podem deixar de ter este livro em sua biblioteca, ressaltando-se que terceira edição de livro médico no Brasil já é, por si, uma recomendação. Em relação às edições anteriores, além de algumas correções de texto, o trabalho traz notável achega, pois aborda a questão da nomenclatura em Psicopatologia. Espanto dos estudantes de Medicina, tão afeitos ao rigor da terminologia médica, e confu- são para os que estão se especializando na patologia mental, Elie Cheniaux faz excelente revisão do tema, que prestará auxílio para minimizar os mal-entendidos e para, quem sabe, chegar-se algum dia à uniformidade útil para os iniciantes..

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