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04 de Novembro de 2008
Cidade do interior estuda metrô
Se o cronograma for cumprido, São José dos Campos pode ter metrô em 2020

Por Bia Ferreira, da redação Railbuss

Há mais de 10 anos os moradores de São José dos Campos sonham com melhorias no transporte público da cidade. Desde o início deste ano está em operação o novo sistema de ônibus da cidade, com a substituição das antigas permissionárias, implantação de bilhetagem eletrônica e a previsão de construção de novos abrigos e terminais de integração. Mas São José quer mais.

Com a segunda maior população do interior do estado, estimada em 600 mil habitantes, as complicações são sentidas no trânsito. São quase 2 mil indústrias, grande parte instalada às margens da rodovia Presidente Dutra, gerando congestionamento na rodovia, no anel viário e nas principais avenidas. Atualmente 190 mil pessoas utilizam o transporte público da cidade.

De olho nesta demanda de passageiros é que a prefeitura estuda a implantação de um metrô de superfície desde a década de 90. Alguns estudos foram produzidos nesta época, mas nenhum produziu conclusões a respeito do melhor sistema ou perfil do usuário do sistema. Nestes estudos foi considerado como possível trajeto o terreno utilizado para passagem das torres de transmissão de energia elétrica. Este terreno possui a grande vantagem geográfica de cortar diagonalmente toda a cidade, mas não existe uma posição oficial sobre sua utilização.


Imagem de satélite mostra o trajeto onde ficam as torres de transmissão de energia que cortam a cidade: possível espaço para o metrô de superfície

No ano passado um estudo detalhado foi encomendado ao ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica, instalado na própria cidade e reconhecido pela excelência no ensino e desenvolvimento de projetos. A primeira parte deste estudo ficou pronta esta semana e faz um levantamento sobre a capacidade tecnológica da cidade para a implantação. Nada sobre o possível trajeto foi comentado.

Na segunda-feira (03), representantes de um consórcio francês visitaram o ITA, onde conheceram os detalhes deste primeiro estudo. A idéia é atrair investimentos nacionais e estrangeiros, para a conclusão dos estudos e implantação de tecnologia semelhante a utilizada em outros países. "A França está muito avançada nesta tecnologia. Com esta visita, esperamos concluir os estudos já com idéias e informações dos franceses", disse o doutor Eugênio Vertamatti, coordenador do projeto e membro da divisão de engenharia de infra-estrutura aeronáutica do ITA.

A segunda fase dos estudos começa este mês e deverá definir o tipo de sistema a ser adotado. De acordo com o secretário de transportes da cidade, Alfredo de Freitas, serão considerados três sistemas. O VLT (veículo leve sobre trilhos), o VLR (veículo leve sobre rodas) e um sistema de flutuação magnética.

A fase de estudos deve ser finalizada no segundo semestre de 2009 e a implantação do sistema é prevista para 12 anos. O custo total da obra é estimado em 80 milhões de dólares.


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